segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Trabalhando com crianças

"Minha meta é ajudar a criança a tomar consciência de si mesma e da sua existência em seu mundo. Cada terapeuta encontrará o seu próprio estilo para conseguir esse delicado equilíbrio entre dirigir e orientar a sessão, de um lado, e acompanhar e seguir a direção da criança, de outro"

Pintura
 As crianças parecem representar sentimentos com tinta com uma facilidade maior do que com qualquer outro meio de expressão artística (...)
 “ A pintura possui o seu próprio valor terapêutico especial. Quando a pintura flui juntamente com a emoção. As crianças têm prazer em pintar...” “ Uma vez que a cor, a tonalidade e a fluidez da pintura se prestam tão bem a estados de sentimentos , posso pedir a uma criança que faça uma pintura de como está se sentindo naquele exato instante (...) Elas tendem a ser mais representativas.

Descobrindo Crianças - Violet Oaklander

domingo, 23 de setembro de 2012

Filme: Maria Antonieta


Marie Antoinette 
EUA - 2006 
Duração: 122 min. 
Direção: Sofia Coppola 

A princesa austríaca Maria Antonieta (Kirsten Dunst) é enviada ainda adolescente à França para se casar com o príncipe Luis XVI (Jason Schwartzman), como parte de um acordo entre os países. Na corte de Versailles ela é envolvida em rígidas regras de etiqueta, ferrenhas disputas familiares e fofocas insuportáveis, mundo em que nunca se sentiu confortável.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Nise da Silveira


Nise da Silveira (Maceió, 15 de fevereiro de 1905 — Rio de Janeiro, 30 de outubro de1999) foi uma renomada médica psiquiatra brasileira, aluna de Carl Jung.
Dedicou sua vida à psiquiatria e manifestou-se radicalmente contrária às formas agressivas de tratamento de sua época, tais como o confinamento em hospitais psiquiátricos, eletrochoque, insulinoterapia e lobotomia.


De 1921 a 1926 cursa a Faculdade de Medicina da Bahia, onde formou-se como a única mulher entre os 157 homens desta turma. Está entre as primeiras mulheres no Brasil a se formar em Medicina.[1] Casa-se nesta época com o sanitarista Mário Magalhães da Silveira, seu colega de turma na faculdade, com quem vive até seu falecimento em 1986. Em seu trabalho ele aponta as relações entre pobreza, desigualdade, promoção da saúde e prevenção da doença no Brasil.
Durante a Intentona Comunista foi denunciada por uma enfermeira pela posse de livros marxistas. A denúncia levou à sua prisão em 1936 no presídio da Frei Caneca por 18 meses.
Neste presídio também se encontrava preso Graciliano Ramos, assim ela tornou-se uma das personagens de seu livroMemórias do Cárcere.
De 1936 a 1944 permanece com seu marido na semi-clandestinidade, afastada do serviço público por razões políticas. Durante seu afastamento faz uma profunda leitura reflexiva das obras de Spinoza, material publicado em seu livro Cartas a Spinoza em 1995.

Em 1944 é reintegrada ao serviço público e inicia seu trabalho no "Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II", no Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, onde retoma sua luta contra as técnicas psiquiatricas que considera agressivas aos pacientes.
Por sua discordância com os métodos adotados nas enfermarias, recusando-se a aplicar eletrochoques em pacientes, Nise da Silveira é transferida para o trabalho com terapia ocupacional, atividade então menosprezada pelos médicos. Assim em 1946 funda nesta instituição a "Seção de Terapêutica Ocupacional".
No lugar das tradicionais tarefas de limpeza e manutenção que os pacientes exerciam sob o título de terapia ocupacional, ela cria ateliês de pintura e modelagem com a intenção de possibilitar aos doentes reatar seus vínculos com a realidade através da expressão simbólica e da criatividade, revolucionando aPsiquiatria então praticada no país.


domingo, 2 de setembro de 2012

Medianeras

"Todos os prédios, todos mesmo, têm um lado inútil. Não serve para nada, não dá nem para frente, nem para o fundo, a "medianera", superfícies que nos dividem e que lembram a passagem do tempo, a poluição e a sujeira da cidade. As "medianeras" mostram nosso lado mais miserável, refletem a inconstância, as rachaduras, as soluções provisórias... É a sujeira que escondemos debaixo do tapete...



Viraram mais um meio de publicidade… que, em raras exceções, conseguiu embelezá-las. Em geral, são indicações dos minutos… que nos separam de supermercados ou de lanchonetes.



“Contra toda a opressão de viver em apartamentos minúsculos, existe uma saída, uma rota de fuga. Ilegal, como toda rota de fuga. Em clara desobediência às normas de planejamento urbano, abrem-se minúsculas, irregulares e irresponsáveis janelas que permitem que alguns milagrosos raios de luz iluminem a escuridão em que vivemos.”


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O Herói Interior - Seis Arquétipos que Orientam a Nossa Vida

O Nômade



"O arquétipo do Nômade é exemplificado pelas histórias de cavaleiros, de cowboys e de exploradores, que partem sozinhos para conhecer o mundo.






Durante as suas viagens, encontram um tesouro, que representa simbolicamente o dom do seu verdadeiro ser. Iniciar conscientemente a própria jornada, e enfrentar o desconhecido, marca o começo de um novo nível de existência. O Nômade faz uma declaração radical: a vida não é fundamentalmente sofrimento; a vida é uma aventura. 


Seja a jornada dos Nômades apenas interior ou também exterior, eles dão um salto de fé, descartando as velhas regras sociais, às quais obedeceram com o fito de agradar e garantir sua segurança, e procuram descobrir quem são e o que querem. 




Muitas vezes tomamos conhecimento dos Nômades que externalizaram suas jornadas e viajam literalmente ou experimentam novos comportamentos, mas existem também os heróis cuja conduta exterior parece bastante convencional, embora suas explorações do mundo interior e sua independência mental na exploração de seu relacionamentos no universo sejam profundas."


PEARSON, Carol S. -  O Herói Interior - Seis Arquétipos que Orientam a Nossa Vida

sábado, 4 de agosto de 2012

Miedo



"al miedo se lo vence actuando, y no hay otro camino"

"Para actuar es necesario tomar una decisión, aun cuando la decisión sea equivocada"

J. Bucay

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Durante três séculos o Malleus foi a bíblia dos Inquisidores

"Durante três séculos o Malleus foi a bíblia dos Inquisidores e esteve na banca de todos os julgamentos. Quando cessou a caça às bruxas, no século XVIII, houve grande transformação na condição feminina. A sexualidade se normatiza e as mulheres se tornam frígidas, pois orgasmo era coisa do diabo e, portanto, passível de punição. Reduzem se exclusivamente ao âmbito doméstico, pois sua ambição também era passível de castigo. O saber feminino popular cai na clandestinidade, quando não é assimilado como próprio pelo poder médico masculino já solidificado. As mulheres não têm mais acesso ao estudo como na Idade Média e passam a transmitir voluntariamente a seus filhos valores patriarcais já então totalmente introjetados por elas. 


É com a caça às bruxas que se normatiza o comportamento de homens e mulheres europeus, tanto na área pública como no domínio do privado. 

E assim se passam os séculos. 

A sociedade de classes que já está construída nos fins do século XVIII é composta de trabalhadores dóceis que não questionam o sistema."

Breve Introdução Histórica - Rose Marie Muraro do livro O Martelo das Feiticeiras - Malleus Maleficarum   
Escrito em 1484 pelos inquisidores Heinrich Kramer e James Sprenger