"Há muitos distintos momentos que passamos na vida. Uns fáceis, outros difíceis.. outros até desesperadores.
Mas há momentos em que a gente vê tudo de uma forma clara, nos quais toda a vida - com suas alegrias e percalços - fazem sentido.
É mais ou menos assim, como quando estamos numa montanha russa e em um dado ponto você fica tão no alto que vê todo o trajeto que ela está fazendo, todas as subidas e descidas e as curvas...todas as emoções... vê tudo... vê, inclusive, o parque no qual a montanha russa é só um dos brinquedos!"
Priscila
A ideia desse blog é unir fragmentos da Psicologia e criar possibilidades de entendimentos mais amplos e integrados.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
A vida vale a pena
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Tristeza
Quando você se sentir triste, sente-se silenciosamente e permita a tristeza chegar; não tente escapar dela. Torne-se tão triste quanto possível. Não a evite — essa é uma coisa para lembrar. Grite, chore... sinta todo o sabor disso. Grite muito... se jogue no chão... role — e deixe isso prosseguir por si mesmo. Não o force; isso irá, porque ninguém pode ficar num humor permanente. Quando ela se vai você se sentirá descarregado, absolutamente aliviado, como se toda a gravidade tivesse desaparecido e você pudesse voar, leve. Esse é o momento para penetrar em si mesmo.
Osho
Osho
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Esclerose Múltipla
A Esclerose Múltipla é uma doença crônica e incapacitante, o que torna o acompanhamento psicólogico imprescindível, não só para o paciente, como também para familiares e demais profissionais que atuam diretamente com essa doença. O principal aspecto a ser trabalhado, é a adaptação às limitações impostas pela doença (inclusive a cada novo surto, visto que o curso da doença é variável, incerto e gradualmente incapacitante) e a aceitação da doença.
Na ajuda a esses pacientes, destaca-se:
* Psicoeducação (doença, prognóstico, tratamento);
* Grupos terapêuticos (compartilhar experiências, compreensão e apoio);
* Vínculo de afeto, cuidado e confiança com o terapeuta;
* Buscar sentido de vida;
Depoimento
Na ajuda a esses pacientes, destaca-se:
* Psicoeducação (doença, prognóstico, tratamento);
* Grupos terapêuticos (compartilhar experiências, compreensão e apoio);
* Vínculo de afeto, cuidado e confiança com o terapeuta;
* Buscar sentido de vida;
Depoimento
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Escrever é terapêutico
ESCREVER
Clarice Lispector
Eu disse uma vez é uma maldição. Não me lembro por que exatamente eu o disse, e com sinceridade.
Hoje repito: é uma maldição, mas uma maldição que salva.
Hoje repito: é uma maldição, mas uma maldição que salva.
Não estou me referindo muito a escrever para jornal.
Mas escrever aquilo que eventualmente pode se transformar num conto ou num romance.
É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do que é quase impossível se livrar, pois nada o substitui.
E é uma salvação.
Mas escrever aquilo que eventualmente pode se transformar num conto ou num romance.
É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do que é quase impossível se livrar, pois nada o substitui.
E é uma salvação.
Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva. Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador.
Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada.
Que pena que só sei escrever quando espontaneamente a “coisa” vem.
Fico assim à mercê do tempo. E entre um verdadeiro escrever e outro, podem-se passar anos.
Fico assim à mercê do tempo. E entre um verdadeiro escrever e outro, podem-se passar anos.
Lembro-me agora com saudade da dor de escrever livros.
sábado, 6 de agosto de 2011
O paradoxo de Amy Winehouse
O paradoxo de Amy Winehouse, por Contardo Calligaris
Stéphanie, minha enteada, tem 11 anos: ainda é menina, mas é já moça. Assim que foi informada da morte de Amy Winehouse, ela veio até minha escrivaninha e, simulando o choro inconsolável de um nenê, perguntou: “Você está sabendo que morreu minha cantora preferida?”.
Justamente por ela simular o choro e se esforçar para ser engraçada, pensei que devia estar sofrendo muito. A coisa se confirmou no meio da noite, quando Stéphanie acordou, e, para que reencontrasse o sono, foi preciso que alguém conversasse com ela sobre a vida e a morte de Amy.
Teria gostado de poder oferecer a Stéphanie uma boa explicação pela dureza da vida e da morte de sua cantora preferida -por exemplo, dizer que Amy teve uma infância muito triste, que nada em sua vida adulta pôde compensar; ou, então, que ela teve sorte na vida profissional, mas não no amor, e se perdeu nas drogas e no álcool por desesperos sentimentais. Mas o que sei da infância e dos amores de Amy é só fofoca.
Sem mentir nem inventar, melhor deixar Stéphanie lidar com este enigma: alguém pode ter um extraordinário talento, gostar de exercê-lo, alcançar sucesso e reconhecimento, amar e ser amado por um ou mais parceiros e, mesmo assim, esbarrar num vazio que nada consegue preencher.
Stéphanie também tinha lido sobre a maldição dos 27 anos, que, antes de Amy, teria pego Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrison, Kurt Cobain etc. Como é normal na sua idade, ela parecia sensível à “glória” de morrer jovem (ou talvez de não viver até se tornar tão chato quanto os adultos).
Foi fácil desvalorizar a morte precoce mostrando que ela é, justamente, um ideal muito antigo: o rock apenas retomou o lugar comum romântico do poeta que vive tão intensamente que, como Ícaro, queima suas asas e cai antes da hora, em pleno voo. Em suma, eu não tenho nada contra viver intensamente; ao contrário, artista ou não, acho que a gente deve viver da maneira mais intensa que der. Mas resta o seguinte: a ideia de que viver intensamente consistiria, por exemplo, em encher a cara de absinto ou ópio é velha de 200 anos.
Agora, há uma coisa que pensei e que não disse a Stéphanie: no fundo, para mim, a história de Amy tem um valor pedagógico, não só (obviamente) como exemplo dissuasivo (“Olhe o que pode lhe acontecer se você beber ou se drogar”), mas também como exemplo “positivo”.
Como assim, positivo???
Concordo, a morte de Amy é um horror e uma estupidez, mas também lembra que viver é uma coisa séria, com apostas e riscos sérios, a começar pelo risco de perder a própria vida antes da hora. Você dirá: “Alguém duvida disso?”. Pois é, constato que há um monte de gente tentando convencer nossas crianças de que a vida é feita de gritinhos, compras e namoricos que só servem para trocar trivialidades online com amigos e amigas.
Até a morte de Amy, eu pensava que o cantor preferido de Stéphanie fosse Justin Bieber. Ora, é possível que Bieber seja uma espécie de Dorian Gray (uma cara de porcelana que esconde dramas e anseios humanos), mas o fato é que ele promove uma imagem de bom moço num mundo intoleravelmente cor-de-rosa.
“E daí?”, dirão alguns pais, “não seria esse o adolescente ideal com quem deveríamos gostar que nossas filhas saíssem, em sua primeira ida ao cinema sozinhas com um garoto?”. E acrescentarão: “Você quer o quê, que sua enteada seja parecida com Justin Bieber ou com Amy Winehouse?”.
Claro, é um golpe baixo: ninguém quer que sua filha acabe como Amy. Mas devolvo a pergunta: será que Justin Bieber é mesmo melhor? Stéphanie será mais protegida se ela permanecer numa pré-adolescência à la fã de Justin Bieber. Mas protegida de quê, se não da própria vida? Entre imaginá-la errando para sempre num corredor de shopping e imaginá-la numa balada que pode acabar na sarjeta à la Amy, a escolha não é fácil. E, na comparação, Amy passa a simbolizar minha esperança (e meu receio, indissociavelmente) de que Stéphanie cresça e se torne mulher, com desejos próprios, fortes.
É o paradoxo de Amy: o que você prefere, uma filha que se perca tragicamente nos excessos do desejo ou uma filha que chegue à vida adulta sem ter conhecido outros desejos do que os que surgem nas conversas sobre marcas de mochilas e sapatos?
Stéphanie, minha enteada, tem 11 anos: ainda é menina, mas é já moça. Assim que foi informada da morte de Amy Winehouse, ela veio até minha escrivaninha e, simulando o choro inconsolável de um nenê, perguntou: “Você está sabendo que morreu minha cantora preferida?”.
Justamente por ela simular o choro e se esforçar para ser engraçada, pensei que devia estar sofrendo muito. A coisa se confirmou no meio da noite, quando Stéphanie acordou, e, para que reencontrasse o sono, foi preciso que alguém conversasse com ela sobre a vida e a morte de Amy.
Teria gostado de poder oferecer a Stéphanie uma boa explicação pela dureza da vida e da morte de sua cantora preferida -por exemplo, dizer que Amy teve uma infância muito triste, que nada em sua vida adulta pôde compensar; ou, então, que ela teve sorte na vida profissional, mas não no amor, e se perdeu nas drogas e no álcool por desesperos sentimentais. Mas o que sei da infância e dos amores de Amy é só fofoca.
Sem mentir nem inventar, melhor deixar Stéphanie lidar com este enigma: alguém pode ter um extraordinário talento, gostar de exercê-lo, alcançar sucesso e reconhecimento, amar e ser amado por um ou mais parceiros e, mesmo assim, esbarrar num vazio que nada consegue preencher.
Stéphanie também tinha lido sobre a maldição dos 27 anos, que, antes de Amy, teria pego Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrison, Kurt Cobain etc. Como é normal na sua idade, ela parecia sensível à “glória” de morrer jovem (ou talvez de não viver até se tornar tão chato quanto os adultos).
Foi fácil desvalorizar a morte precoce mostrando que ela é, justamente, um ideal muito antigo: o rock apenas retomou o lugar comum romântico do poeta que vive tão intensamente que, como Ícaro, queima suas asas e cai antes da hora, em pleno voo. Em suma, eu não tenho nada contra viver intensamente; ao contrário, artista ou não, acho que a gente deve viver da maneira mais intensa que der. Mas resta o seguinte: a ideia de que viver intensamente consistiria, por exemplo, em encher a cara de absinto ou ópio é velha de 200 anos.
Agora, há uma coisa que pensei e que não disse a Stéphanie: no fundo, para mim, a história de Amy tem um valor pedagógico, não só (obviamente) como exemplo dissuasivo (“Olhe o que pode lhe acontecer se você beber ou se drogar”), mas também como exemplo “positivo”.
Como assim, positivo???
Concordo, a morte de Amy é um horror e uma estupidez, mas também lembra que viver é uma coisa séria, com apostas e riscos sérios, a começar pelo risco de perder a própria vida antes da hora. Você dirá: “Alguém duvida disso?”. Pois é, constato que há um monte de gente tentando convencer nossas crianças de que a vida é feita de gritinhos, compras e namoricos que só servem para trocar trivialidades online com amigos e amigas.
Até a morte de Amy, eu pensava que o cantor preferido de Stéphanie fosse Justin Bieber. Ora, é possível que Bieber seja uma espécie de Dorian Gray (uma cara de porcelana que esconde dramas e anseios humanos), mas o fato é que ele promove uma imagem de bom moço num mundo intoleravelmente cor-de-rosa.
“E daí?”, dirão alguns pais, “não seria esse o adolescente ideal com quem deveríamos gostar que nossas filhas saíssem, em sua primeira ida ao cinema sozinhas com um garoto?”. E acrescentarão: “Você quer o quê, que sua enteada seja parecida com Justin Bieber ou com Amy Winehouse?”.
Claro, é um golpe baixo: ninguém quer que sua filha acabe como Amy. Mas devolvo a pergunta: será que Justin Bieber é mesmo melhor? Stéphanie será mais protegida se ela permanecer numa pré-adolescência à la fã de Justin Bieber. Mas protegida de quê, se não da própria vida? Entre imaginá-la errando para sempre num corredor de shopping e imaginá-la numa balada que pode acabar na sarjeta à la Amy, a escolha não é fácil. E, na comparação, Amy passa a simbolizar minha esperança (e meu receio, indissociavelmente) de que Stéphanie cresça e se torne mulher, com desejos próprios, fortes.
É o paradoxo de Amy: o que você prefere, uma filha que se perca tragicamente nos excessos do desejo ou uma filha que chegue à vida adulta sem ter conhecido outros desejos do que os que surgem nas conversas sobre marcas de mochilas e sapatos?
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Indignai-vos - "éste mundo está embarazado de otro"
“Democracia real já”
Eduardo Galeano falando sobre Acampada Espanhola.
A "acampada", que contesta o actual sistema político, inspirou-se nos contestatários em Espanha que criticam, nomeadamente, o desemprego.
"éste mundo de mierda está embarazado de otro, i son los jóvenes los que los llevan adelante. (...) Só os jovens o levam adiante! Jovens não votam porque não creêm nesta democracia! "Democracia" manipulada! um termo sequestrado pelos banqueiros, políticos mentirosos(...) A política atual é uma imensa quantidade de redondos, de tanto dar voltas! Somos todos iguales na luta por uma vida diferente!"
Da le Galeano!!
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quarta-feira, 15 de junho de 2011
Delphos Instituto Humanista

Delphos Instituto Humanista
"Toda pessoa possui dentro de si mesmo imensos recursos e condições internas para desenvolver-se positivamente e produtivamente cada vez mais" (Carl Rogers).
O processo terapêutico é concebido como um encontro experiencial entre psicoterapeuta e cliente, tendo como pressupostos básicos as atitudes de escuta empática, consideração positiva incondicional e autenticidade. Consideramos que através da Psicoterapia Centrada na Pessoa o indivíduo tem a possibilidade de desenvolver seu crescimento pessoal e relacional nas diversas áreas de sua vida, seja familiar, educacional ou organizacional, desse modo passa a adquirir maior confiança em si mesmo e superar as adversidades de sua vida.
O Instituto Delphos possui uma equipe de psicólogos especialistas para atenderem adultos, casais, adolescentes, crianças e idosos. Oferecemos também o Plantão Psicológico.
Atendimentos Particulares e Convênios
Desde 1° de julho de 2005, o curso de Especialização Clínica do Instituto Delphos está credenciado junto ao Conselho Federal de Psicologia (CFP) e à Associação Brasileira de Ensino de Psicologia (ABEP) como núcleo formador de Especialistas Clínicos em Psicoterapia Centrada na Pessoa.
Site: http://www.institutodelphos.com.br
Contato:
- Fone: 51-3212-0675
- Email: delphospsico@yahoo.com.br
- Rua Riachuelo, 1260/12 Porto Alegre, Brazil
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